"Os livros Ensinam a ler..." Tereza colomé

Os livros como mestres
A formação do Leitor Literário

Para Tereza Colomé ler se aprende lendo, e o professor pode estimular esse aprendizado entendo que há diversas estratégias de leitura e compreendendo que a criação do prazer de ler na criança é primordial nesse aprendizado.

Segundo a autora, existem 4 eixos de leitura que podem ser trabalhados na escola:

1º - Leitura Livre :  Colomé advoga a prática de pelo menos 20 minutos de leitura livre e silenciosa por cada aluno, para isso é fundamental a Blibioteca de Sala.

2º - Leitura Socializada : Comunidade de leitores escritores, trata-se de compartilhar informações e sentimentos acerca da leitura realizada. Pode ser feita na tradicional roda de conversas, em pequenos grupos e até por meio de fóruns na internet.

3º - Leitura com objetivo de aprender sobre a língua : A leitura é fundamenta para a aquisição da escrita, por meio de projetos, a criança vai produzir poesias, após ler poesias, contos, após ler contos e socializar depois.

4º - Leitura para aprender a ler Literatura - Leitura com o objetivo de despertar o prazer de ler por ler, sem obrigações.

A autora atenta também para a mudança no perfil do leitor do século XXI, atual no sentido de prezar por novos valores, viver numa nova sociedade, alfabetizada e centrada na língua. Esse leitor atual exige uma literatura atual que traga novos temas, novos cenários, personagens diferentes , novos tipos de final, podemos observar esse movimento, em livros infantis que tratam de questões como divórcio, racismo, com protagonistas ousados e finais que surpreendem o leitor. Pode-se observar  também um predomínio por histórias fantasiosas, do humor, do jogo literário, da narrativa psicológica  e rupturas de tabus temáticos. O leitor do século atual está acostumado com novas mídias e recursos literários modernos, que desafiam o imaginário dos escritores e ilustradores.

Dica :


Criança nenhuma gosta de ficar de castigo - mas ninguém poderia imaginar um castigo tão duro quanto o de Richard - o garoto é deixado pelo pai na beira da estrada só porque bagunçava no banco de trás do carro. Sozinho, ele percebeu que o lugar não era tão ruim - havia árvores, um riacho e uma lanchonete. Quando a família voltou para buscá-lo, Richard estava decidido a ficar ali. Jules Feiffer une texto e imagens para narrar um acontecimento que faz repensar o relacionamento entre pais e filhos, adultos e crianças.

Livros álbum

Nos livros álbuns as imagens têm uma função que vai além da decoração da página e do livro, a imagem ajuda a construir o sentido do texto,e as vezes cria uma narrativa paralela à história do texto escrito.São livros que juntam palavras e imagens para contar uma história. Daqueles que provocam no leitor largos caminhos e mapas de exploração e assim tornam mais profundo o verbo ler. 
Os livros-álbum destinam-se a muitas idades. Junto das crianças que ainda não aprenderam as letras, permitem antecipar os mecanismos inerentes à leitura.

São recursos dos slivros álbuns:
  • Delega às imagens a descrição dos personagens e dos ambientes
  • Introduz uma história dentro da outra
  • Permite quebrar a linearidade do discurso
  • Introduz jogos de ambiguidade entre a realidade e a ficção
  • Inclui alusões literárias (intertextuais) e culturas 
 Analisamos na aula um livro álbum muito interessante :


Por meio da análise da tipografia, da função das cores, sombras, detalhes minunciosos que revelaram um mundo de sentimentos, emoções e significados que seriam impossíveis de relatar por meio do texto ou de descobrirmos sem as imagens. Um ótimo exemplo de articulação entre a imagem e o texto, praticamente uma narrativa psicológica contada por meio de imagens e elementos da cultura. Uma obra prima!!



Outros livros álbum:
A história da solitária cor que procurava o seu lugar no mundo, foi a primogênita de Ziraldo e um dos livros álbuns pioneiros no Brasil.



No livro 'Não Vou Dormir,' a linguagem visual, predominante na história desencadeia uma potencialidade de sentidos que, em harmonia com o texto de Christiane Gribel, desperta a atenção da criança para os recursos expressivos tanto da linguagem verbal como da linguagem não-verbal.





Esta é uma divertida fábula sobre a esperteza dos pequenos contra a força dos gigantes. O ratinho que protagoniza as cenas tenta esconder um morango maduro de um grande urso que, aliás, não aparece na história. Um interlocutor oculto, mais esperto ainda que o rato (e com o qual a criança se identifica), é quem vai narrando a história, ao mesmo tempo que convence o ratinho a dividir o morango com ele.

Outros poetas como Sérgio Caparelli, Roseana Murray e Elias José profissionalizaram-se no gênero, escrevendo exclusivamente para crianças. A partir dos anos 80, a poesia passou a priorizar a apreciação infantil. Poemas para Brincar, de José Paulo Paes mostra bem a conexão entre o brincar e o escrever, formulando o ângulo lúdico presente nos poemas infantis. A valorização do lúdico da linguagem propiciou a expansão da poesia para crianças, introduzindo a diversão, o jogo, a brincadeira e a criança como personagem e narrador.

C O N V I T E

Poesia é... brincar com as palavras
como se brinca com bola,
papagaio, pião.
Só que bola, papagaio, pião
de tanto brincar se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca com elas,
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(José Paulo Paes)

FADAS E BRUXAS

Metade de mim é fada,
a outra metade é bruxa.
Uma escreve com sol,
a outra escreve com a lua.
Uma anda pelas ruas
cantarolando baixinho,
a outra caminha de noite
dando de comer à sua sombra.
Uma é séria, a outra sorrí;
uma voa, a outra é pesada.
Uma sonha dormindo,
a outra sonha acordada.

Roseana Murray in Pêra, Uva ou Maçã, ed. Scipione, 2005

Linha do Tempo: Poesia infanto juvenil - I

A Poesia na literatura Infanto Juvenil Brasileira sempre teve expoentes importantes, sendo Olavo Bilac um de seus precursores no início do século XX. No entanto sua poesia apresentava a estética parnasiana, que não agradava às crianças. além de sempre trazer uma lição, uma moral, como podemos ver no poema abaixo:

A borboleta


Trazendo uma borboleta,
Volta Alfredo para casa.
Como é linda! é toda preta,
Com listas douradas na asa.

Tonta, nas mãos da criança,
Batendo as asas, num susto,
Quer fuguir, porfia, cansa,
E treme, e respira a custo.

Contente, o menino grita:
"É a primeira que apanho,
"Mamãe! vê como é bonita!
"Que cores e que tamanho!

"Como voava no mato!
"Vou sem demora pregá-la
"Por baixo do meu retrato,
"Numa parede da sala".

Mas a mamãe, com carinho,
Lhe diz: "Que mal te fazia,
"Meu filho, esse animalzinho,
"Que livre e alegre vivia?

"Solta essa pobre coitada!
"Larga-lhe as asas, Alfredo!
"Vê com treme assustada . . .
"Vê como treme de medo . . .

"Para sem pena espetá-la
"Numa parede, menino,
"É necessário matá-la:
"Queres ser um assassino?"

Pensa Alfredo . . . E, de repente,
Solta a borboleta . . . E ela
Abre as asas livremente,
E foge pela janela.

"Assim, meu filho! perdeste
"A borboleta dourada,
"Porém na estima cresceste
"De tua mãe adorada . . .

"Que cada um cumpra sua sorte
"Das mãos de Deus recebida:
"Pois só pode dar a Morte
"Aquele que dá a Vida!"
  
A partir da década de vinte, o gênero poético dedicado as crianças floresceu,  coincidentemente, quando a criação artística adotaram parâmetros mais livres e libertários, como podemos notar no poema de Henriqueta Lisboa, Consciência: 


Fazer pecado é feio.
Não quero fazer pecado, juro.
Mas se eu quiser, eu faço.










Na Geração de 30, representada por Vinícius de Morais, Cecília Meireles, Mário Quintana, josé Paulo Paes e Manoel de Barros, quase todos se dedicaram ao público infantil, escrevendo poemas e livros para crianças:

O Pato Vinícius de Moraes/Toquinho
Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
La vem o Pato
Para ver o que é que há.

O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela.



Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinque, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Canção da garoa
Mário Quintana
Em cima do telhado
Pirulin lulin lulin,
Um anjo, todo molhado,
Soluça no seu flautim.
O relógio vai bater:
As molas rangem sem fim.
O retrato na parede
Fica olhando para mim.
E chove sem saber porquê
E tudo foi sempre assim!
Parece que vou sofrer:
Pirulin lulin lulin...


Manoel de Barros
 Seis ou Treze Coisas que Aprendi Sozinho
1
Gravata de urubu não tem cor.
Fincando na sombra um prego ermo, ele nasce.
Luar em cima de casa exorta cachorro.
Em perna de mosca salobra as águas se cristalizam.
Besouros não ocupam asas para andar sobre fezes.
Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina.
No osso da fala dos loucos têm lírios. (...)



 

Roda de contos na sala de aula...

A professora Giselly propôs uma atividade muito legal, uma roda de contos com histórias pesquisadas por nós para uma roda de contação, surgiram muitas histórias, algumas divertidas,outras de terror, mas o mais importante foi o caráter lúdico que a atividade nos proporcionou, quando voltamos a ser criança ouvindo histórias da vó, da mamãe.... E para fechar o post, um conto genuinamente maceioense:

A mulher da capa preta




Carolinna Sampaio Marques - A Mulher da Capa Preta



Essa história já foi notícia no jornal, tem bloco de carnaval com o nome mulher-da-capa-preta. ,Existe inclusive uma capa de cimento estendida em seu túmelo no Cemitério de Nossa Senhora da Piedade, em Maceió.

Um jovem estava se divertindo em uma boite quando conheceu uma moça muito bonita que dançou com ele e lhe deu um beijo. Quando foi levá-la em casa, estava chovendo muito, e ele percebeu que ela estava muito gelada e lhe emprestou a sua capa preta de motoqueiro pra ela se aquecer. Acontece que ela insistiu em não ficar na porta de casa e ele acabou deixando ela perto de um cemitério. Antes de ir embora ela escreveu o endereço pra ele ir buscar a capa. No dia seguinte ele bateu na porta do endereço dado e uma mulher atendeu. Ele contou o ocorrido, mas quando falou no nome Carolina, a mulher foi grossa com ele e disse que a brincadeira era de extremo mau gosto pois sua filha havia morrido já há algum tempo. Diante da insistência dele, ela pediu pra ele descrevê-la, e se surpreendeu quando as características dadas batiam certinho com a foto que ela mostrou na parede (com flores ao lado) da filha morta. Ele não acreditou, então ela o levou pessoalmente ao túmulo da filha, onde estava a sua capa estendida e o nome Carolinna Sampaio Marques com datas em algarismo romano e uma foto da moça.





Eu sou a famosa Carolina ,

Com jeito de menina ,

Eu morri há dez anos atrás ...

Mas , até hoje corro atrás ...

De um inocente rapaz ...

Toda a sexta – feira ...

Em plena lua cheia ...

Eu invado uma festa especial ...

De um jeito fenomenal !

Depois , finjo ser uma viva mulher ...

E bailo com um rapaz qualquer !

No final da festa , este moço belo ...

Acompanha-me até o meu castelo !

Porém , no meio desta viagem ,

Repleta de uma obscura paisagem ,

Ele me oferece a sua capa preta ...

Para me proteger do frio xereta !

Então , eu entro na minha casa ...

Com a capa preta na minha asa !

No dia seguinte , ele vem na lata ,

Buscar a sua preciosa e quente capa !

Assim , ele descobre que eu morri há dez anos atrás ...

E para se sentir seguro em paz ...

E desvendar este mistério ...


Ele vai ao cemitério ...

E vê que a sua capa preta ...

Não está na sarjeta !

Pois , ela está no meu túmulo branco ,

Intacta de um jeito franco !

Eu sou a Carolina ,


Com jeito de menina ,


Eu morri há dez anos atrás ...

Mas , até hoje corro atrás ..

De um inocente rapaz ...

Toda a sexta – feira ...
Em plena lua cheia ...

Eu invado uma festa especial ...

De um jeito fenomenal .

 



Túmulo de Carolina Sampaio Marques, a  mulher da Capa preta
Cemitério da Piedade, no Trapiche da Barra,Maceió.

Resenha Literária - Pedro Bandeira


A literatura infantil faz parte do cotidiano das crianças, sendo um dos principais eixos do contexto escolar. Portanto, é importante ter que os professores conheçam um repertorio variado de historias infantis, assim como os respectivos autores.
            Entre tantos autores literários infanto-juvenil brasileiros, um dos que se destaca é Pedro Bandeira de Luna Filho nasceu na cidade de Santos, em São Paulo, no dia 09 de março de 1967. Bandeira fez parte de vários trabalhos iniciando como interprete, encenador e cenógrafo no teatro amador e de bonecos.
            Em 1961 ele foi para São Paulo com objetivo de cursar Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, a USP. Nesta mesma época casou-se e teve três filhos.
Sua vivencia na área de comunicação (jornalismo e na publicidade) no ano de 1962, passou a escrever para todos os públicos trabalhando na Editora Abril. Depois passou a se dedicar a um publico alvo as crianças e jovens, escrevendo vários livros infantis, procurando enfatizar personagens considerados “maus” e nas historias são “bonzinhos”, em sua coleção chamada “Meus malvados favoritos”. Entre esta coleção destacou o livro chamado “O pequeno dragão” escrito por Pedro Bandeira e Carlos Edgard Herrero.
Este livro chama muita atenção das começando pelas ilustrações sobre a casa dos dragões e a escola que eles freqüentam. Como tradição, todos devem ir à escola e precisam de critérios para passar de ano, o pequeno dragão precisava assustar as crianças, no entanto ele era diferente de todos, pois não gostava de assustar e não cospe fogo, então tomaram uma atitude pois ele não se enquadrava com a turma. O pequeno dragão foi viver a sua vida de uma maneira diferente.
Enfim, o livro apresenta uma ótima historia diferente das comuns, procurando chamar atenção das crianças. Portanto, este livro é uma boa indicação para os educadores para incluí-lo no universo da Literatura Infantil.

A tradição oral e o conto popular

O conto, como hoje conhecemos, é um gênero literário reconhecido e utilizado por muitos escritores . Entretanto a sua origem remota na tradição oral dos povos, como um simples e despretensioso relato de histórias imaginárias.  o conto era próprio dos momentos de lazer. Na tradição oral brasileira, após um jantar, se organizavam as rodas em varandas , nos galpões ou em volta do fogo. O contador de histórias, geralmente um visitante, ou uma pessoa mais velha narra ao reduzido e familiar auditório, um causo (um conto) considerado interessante. Todavia, a sua narrativa está sujeita as certas circunstâncias que impõem a história, sua brevidade: a limitação da memória do contador, o pouco tempo que dispõe e a simplicidade da roda. Essas mesmas circunstâncias determinam a limitação do número de personagens, a sua caracterização vaga , a redução e imprecisão das referências de espaço e tempo, bem como a ação simplificada. E foi nestas circunstâncias que se estruturou o conto como forma literária, e é, ainda hoje, a base do conto moderno.
Dentro da tradição oral, o conto não tem propriamente uma autoria. Ele acaba se tornando uma criação coletiva,  uma vez que, cada contador, inevitavelmente introduzindo pequenas alterações e, assim passando sob modificações, de povo para povo. Daí o dito popular: “Quem conta um conto, aumenta um ponto”

As Coletâneas

O interesse dos intelectuais pelo conto popular surgiu no século XVII, quando, em 1697, Charles Perraut publicou a primeira coleção de contos populares franceses, que incluía histórias tão conhecidas como "A Gata Borralheira", "O Chapeuzinho Vermelho" e "O Gato das Botas". Esse interesse pela literatura popular acentuou-se no século XIX, com os trabalhos dos irmãos Grimm, na Alemanha, que tiveram consciência do valor dessas produções anônimas e as coligiram magnificamente, conservando-lhes o cunho popular e a graça com que ouviram dos lábios das mulheres e camponeses de sua pátria. Da mesma forma, temos no Brasil Sílvio Romeiro, Lindolfo Gomes, Câmara Cascudo, entre outros.

Dica de Leitura: O carteiro Chegou

Assim como todo mundo, os personagens dos contos de fadas gostam de mandar e receber cartas. João, por exemplo, mal tem tempo de agradecer o gigante pelas ótimas férias que sua galinha de ovos de ouro lhe proporcionou. Cachinhos Dourados aproveita para se desculpar com a família Urso por ter causado confusão na casa. E o que seria da bruxa sem o catálogo de ofertas do Empório da Bruxaria, que esse mês oferece uma promoção especial de mistura para torta Menino Fofo? Por isso, quando o carteiro chega é sempre uma festa, e todo mundo o convida para entrar. Mas às vezes - especialmente em caso de Lobo Mau - ele prefere recusar o chazinho e dar no pé o mais rápido possível. O livro, que é todo contado em rimas, vem cheio de cartas de verdade, postais, livrinhos e convites, com envelope e tudo. Um ótimo artifício para trabalhar diversos gêneros de maneira lúdica e bem humorada.

Os contos de fadas...

Quem nunca se encantou ao ouvir um "Era uma Vez... ou "...E viveram Felizes para sempre..." Essas palavras mágicas caracterizam o gênero Contos de Fadas. Certamente não há criança no mundo que nunca ouviu falar em Branca de Neve, Cinderela, chapeuzinho Vermelho, essas histórias são clássicas, atemporais e se perpetuam ao serem passadas de Geração à Geraçãopor meio dos livros infantis, filmes, e contações de histórias . Devemos a existência desses tesouros a muitos autores que colheram na cultura popular o enredomágico dessas histórias que antes de sua coleta eram transmitidas oralmente. Mas os que mais se destacaram pela importância histórica de suas Obras foram sem dúvida:  Perralt, Andersen e Os irmãos Grimm.

Perralt: Charles Perrault nasceu em Paris, na França no dia 12 de janeiro de 1628.Perrault foi um grande divulgador de histórias tradicionais e outras que faziam parte do folclore europeu, usando uma linguagem simples ele as tornou conhecidas no mundo inteiro. Sua obra mais famosa : Contos da Mamãe Gansa (Contes de ma mère l'Oye), de 1697, livro no qual escreveu 11 contos antigos adaptados por ele, com tal obra inaugurou o gênero literário Contos de Fadas.  Quase dois séculos depois, em 1812 os Irmãos Grimm, adaptaram vários contos que Perrault também havia publicado, tornando-os conhecidos mundialmente.
Não se sabe qual a influência exata de Perrault na história dos irmãos Grimm. Provavelmente eles tiveram contato com a obra do autor por meio de amigos franceses. Perrault faleceu no dia 16 de maio de 1703.
Seus contos famosos são:

Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, Cinderela, Pele de Asno, O Pequeno Polegar,  O Barba Azul,A Bela Adormecida, As Fadas

Andersen: Hans Christian Andersen foi o único a criar seus contos de Fadas. Era filho de um sapateiro e sua família morava num único quarto. Apesar das dificuldades, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir histórias.Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de "Contos" para crianças. E continuou escrevendo contos infantis até 1872, chegando à marca de 156 histórias. No final de 1872, ficou muito doente e permaneceu com a saúde abalada até 4 de agosto de 1875, quando faleceu, em Copenhague.Entre os títulos mais divulgados da obra de Andersen encontram-se: "O patinho feio", "O soldadinho de chumbo", "A roupa nova do Imperador", "A pequena sereia" e "A Menina dos Fósforos".



Irmãos Grimm: Os Irmãos Grimm começaram a sua carreira de escritores estudando justamente a língua alemã, mais precisamente o folclore e a linguagem popular. Depois de vários contos publicados em separado, finalmente em 1812 os Irmãos Grimm publicaram o seu primeiro livro em conjunto; depois desse primeiro livro veio o “Contos da Criança e do Lar”. Depois disso, eles publicaram vários contos com traduções e adaptações locais. As maiores e melhores obras dos Irmãos Grimm são resumidas em contos para crianças, lendas e um dicionário alemão. Os contos para as crianças na verdade eram contos destinados aos adultos, o que aconteceu durante os anos é que eles foram adaptados para os pequenos. Os Irmãos Grimm na verdade tornaram a fantasia acessível para as crianças.  Entre seus contos mais famosos dos  estão vários conhecidos do mundo todo como a Cinderela, A Branca de neve,  João e Maria, O Ganso de ouro e as Aventuras do Irmão Folgazão entre outros.

Charles Perralt

Andersen
Irmãos Grimm

 







Lígia Bojunga Teles

Lygia Bojunga Nunes (Pelotas RS 1932). Autora de literatura infantil e juvenil. Aos 8 anos muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1951, torna-se atriz da Companhia de Teatro Os Artistas Unidos, viajando pelo interior do Brasil. Preocupada com o alto índice de analfabetismo no país, funda uma escola para crianças carentes, a Toca, que dirige por cinco anos. Estréia em 1972, com o livro Os Colegas e, já em 1982, torna-se a primeira autora, fora do eixo Estados Unidos-Europa, a receber o Prêmio Hans Christian Andersen, uma das mais relevantes premiações concedida para o gênero infantil e juvenil. Funda, em 2002, a Casa Lygia Bojunga, exclusivamente para editar suas publicações. Pelo conjunto de sua obra, em 2004, ganha o Astrid Lindgren Memorial Award, prêmio criado pelo governo da Suécia, jamais antes outorgado a um autor de literatura infantil e juvenil. Sua produção literária caracteriza-se pela transgressão de fronteiras entre a fantasia e a realidade, e aborda questões sociais contemporâneas com lirismo e humor.

Consciente de que literatura é comunicação, a autora não recusa tratar de temas considerados problemáticos como suicídio, em 7 cartas e 2 sonhos (1983) e O meu amigo pintor (1987); assassinato, em Nós três (1987) e abandono dos filhos pela mãe, no conto Xau, no volume do mesmo nome (1985).


É um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil brasileira e mundial, assim consagrada pela qualidade de sua obra e caracterização da problemática da criança, acuada dentro do núcleo familiar.

Sua obra já foi publicada em alemão, francês, espanhol, sueco, norueguês, islandês, holandês, dinamarquês, japonês, catalão, húngaro, búlgaro e finlandês.
Casada com um inglês, vive parte de seu tempo em Londres e parte no Rio de Janeiro.
Obras:

*Os Colegas - 1972

*Angélica - 1975

*A Bolsa Amarela - 1976

*A Casa da Madrinha - 1978

*Corda Bamba - 1979

*O Sofá Estampado - 1980

*Tchau - 1984

*O Meu Amigo Pintor - 1987

*Nós Três - 1987

*Livro, um Encontro - 1988

*Fazendo Ana Paz - 1991

*Paisagem - 1992

*Seis Vezes Lucas - 1995

*O Abraço - 1995

*Feito à Mão - 1996

*A Cama - 1999

*O Rio e Eu - 1999

*Retratos de Carolina - 2002

*A Bolsa Amarela - 2005

*Aula de Inglês - 2006

*Sapato de Salto - 2006

*Dos Vinte 1 - 2007

A princesa e o Sapo

Recentemente A Disney lançou o filme A princesa e o sapo, de uma forma original, a primeira Princesa negra  da Disney "vira" princesa e liberta o príncipe da terrível maldição. Meus alunos adoraram quando passei o DVD na sessão de cinema na escola, ótima história. Coincidentemente, no outro dia , a professora Giselly levou para a turma um ótimo livro: Sapo que virou príncipe - Continuação, mostrando como a inferência é uma estratégia importante na atividade de leitura, trazendo referências de vários Contos de Fadas. 

O desafio é resgatar a história original do conto de fadas:

O PRÍNCIPE SAPO


Há muito tempo, quando os desejos funcionavam, vivia um rei que tinha filhas muito belas. A mais jovem era tão linda que o sol, que já viu muito, ficava atônito sempre que iluminava seu rosto.

Perto do castelo do rei havia um bosque grande e escuro no qual havia um lagoa sob uma velha árvore.

Quando o dia era quente, a princesinha ia ao bosque e se sentava junto à fonte. Quando se aborrecia, pegava sua bola de ouro, a jogava alto e recolhia. Essa bola era seu brinquedo favorito. Porém aconteceu que uma das vezes que a princesa jogou a bola, esta não caiu em sua mão, mas sim no solo, rodando e caindo direto na água.

A princesa viu como ia desaparecendo na lagoa, que era profunda, tanto que não se via o fundo. Então começou a chorar, mais e mais forte, e não se consolava e tanto se lamenta, que alguém lhe diz:

- Que te aflige princesa? Choras tanto que até as pedras sentiriam pena. Olhou o lugar de onde vinha a voz e viu um sapo colocando sua enorme e feia cabeça fora da água.

- Ah, és tu, sapo - disse - Estou chorando por minha bola de ouro que caiu na lagoa.

- Calma, não chores -, disse o sapo; Posso ajudar-te, porém, que me darás se te devolver a bola?

- O que quiseres, querido sapo - disse ela, - Minhas roupas, minhas pérolas, minhas jóias, a coroa de ouro que levo.

O sapo disse:

- Não me interessam tuas roupas, tuas pérolas nem tuas jóias, nem a coroa. Porém me prometes deixar-me ser teu companheiro e brincar contigo, sentar a teu lado na mesa, comer em teu pratinho de ouro, beber de teu copinho e dormir em tua cama; se me prometes isto eu descerei e trarei tua bola de ouro".

- Oh, sim- disse ela - Te prometo tudo o que quiseres, porém devolve minha bola; mas pensou- Fala como um tolo. Tudo o que faz é sentar-se na água com outros sapos e coachar. Não pode ser companheiro de um ser humano.

O sapo, uma vez recebida a promessa, meteu a cabeça na água e mergulhou. Pouco depois voltou nadando com a boa na boa, e a lançou na grama. A princesinha estava encantada de ver seu precioso brinquedo outra vez, colheu-a e saiu correndo com ela.

- Espera, espera - disse o sapo; Leva-me. Não posso correr tanto como tu - Mas de nada serviu coachar atrás dela tão forte quanto pôde. Ela não o escutou e correu para casa, esquecendo o pobre sapo, que se viu obrigado a voltar à lagoa outra vez.

No dia seguinte, quando ela sentou à mesa com o rei e toda a corte, estava comendo em seu pratinho de ouro e algo veio arrastando-se, splash, splish splash pela escada de mármore. Quando chegou ao alto, chamou à porta e gritou:

- Princesa, jovem princesa, abre a porta.

Ela correu para ver quem estava lá fora. Quando abriu a porta, o sapo sentou-se diante dela e a princesa bateu a porta. Com pressa, tornou a sentar, mas estava muito assustada. O rei se deu conta de que seu coração batia violentamente e disse:

- Minha filha, por que estás assustada? Há um gigante aí fora que te quer levar?

- Ah não, respondeu ela - não é um gigante, senão um sapo.

- O que quer o sapo de ti?

- Ah querido pai, estava jogando no bosque, junto à lagoa, quando minha bola de ouro caiu na água. Como gritei muito, o sapo a devolveu, e porque insistiu muito, prometi-lhe que seria meu companheiro, porém nunca pensei que seria capaz de sair da água.

Entretanto o sapo chamou à porta outra vez e gritou:

- Princesa, jovem princesa, abre a porta. Não lembras que me disseste na lagoa?

Então o rei disse:

- Aquilo que prometeste, deves cumprir. Deixa-o entrar.

Ela abriu a porta, o sapo saltou e a seguiu até sua cadeira. Sentou-se e gritou: - Sobe-me contigo.

Ela o ignorou até que o rei lhe ordenou. Uma vez que o sapo estava na cadeira, quis sentar na mesa. Quando subiu, disse:

- Aproxima teu pratinho de ouro porque devemos comer juntos.

Ela o vez, porém se via que não de boa vontade. O sapo aproveitou para comer, porém ela enjoava a cada bocado. Em seguida disse o sapo:

- Comi e estou satisfeito, mas estou cansado. Leva-me ao quarto, prepara tua caminha de seda e nós dois vamos dormir.

A princesa começou a chorar porque não gostava da idéia de que o sapo ia dormir na sua preciosa e limpa caminha. Porém o rei se aborreceu e disse:

- Não devias desprezar àquele que te ajudou quando tinhas problemas.

Assim, ela pegou o sapo com dois dedos, e a levou para cima e a deixou num canto. Porém, quando estava na cama o sapo se arrastou até ela e disse:

- Estou cansado, eu também quero dormir, sobe-me senão conto a teu pai.

A princesa ficou então muito aborrecida. Pegou o sapo e o jogou contra a parede.

- Cale-se, bicho odioso; disse ela.

Porém, quando caiu ao chão não era um sapo, e sim um príncipe com preciosos olhos. Por desejo de seu pai ele era seu companheiro e marido. Ele contou como havia sido encantado por uma bruxa malvada e que ninguém poderia livrá-lo do feitiço exceto ela. Também disse que no dia seguinte iriam todos juntos ao seu reino.

Se foram dormir e na manhã seguinte, quando o sol os despertou, chegou uma carruagem puxada por 8 cavalos brancos com plumas de avestruz na cabeça. Estavam enfeitados com correntes de ouro. Atrás estava o jovem escudeiro do rei, Enrique. Enrique havia sido tão desgraçado quando seu senhor foi convertido em sapo que colocou três faixas de ferro rodeando seu coração, para se acaso estalasse de pesar e tristeza.

A carruagem ia levar ao jovem rei a seu reino. Enrique os ajudou a entrar e subiu atrás de novo, cheio de alegria pela libertação, e quando já chegavam a fazer uma parte do caminho, o filho do rei escutou um ruído atrás de si como se algo tivesse quebrado. Assim, deu a volta e gritou:

- Enrique, o carro está se rompendo.

- Não amo, não é o carro. É uma faixa de meu coração, a coloquei por causa da minha grande dor quando eras sapo e prisioneiro do feitiço.

Duas vezes mais, enquanto estavam no caminho, algo fez ruído e cada vez o filho do rei pensou que o carro estava rompendo, porém eram apenas as faixas que estavam se desprendendo do coração de Enrique porque seu senhor estava livre e era feliz.

O Prazer de ler na escola II - Como pais e professores podem fazer da leitura uma atividade prazerosa?




  Imagine uma escola em que as crianças topam com um livro a toda a hora. Quando querem procurar algo para fazer, lá estão os exemplares, disponíveis. Se é hora de procurar informações, também estão eles lá, como opções. Para incentivar a escrita, contar histórias, eles são as estrelas. E aqui, estamos falando de literatura: uma história que faça o leitor viajar, encontrar com medos, ver suas dúvidas, dar muita risada, descobrir o mundo. E treinar muito, claro, sua capacidade de leitura, de entendimento, de prazer com o livro.



Leitura diária

Em muitas escolas, é comum a leitura diária de história, desde o primeiro ano de vida da criança. Lendo, discutindo trechos da história e chamando a atenção para as ilustrações, favorecemos aspectos fundamentais da leitura, como compreensão de texto, seqüência narrativa, personagens e espaço esmo as crianças já alfabetizadas devem ser expostas a leituras, que, neste caso podem ser compartilhadas em classe e acompanhadas de discussão do texto, dos elementos que o compõem e de análise do enredo.

Oportunidade de manuseio de livros

Para que as crianças adquiram intimidade com os livros, é importante terem oportunidades de tocá-los, sem a intervenção de adultos. Fica tudo no ritmo da criança.

Acervos diversificados

Os livros devem ser diferentes, adequados à idade dos alunos, constantemente atualizados e bem conservados. As visitas à biblioteca devem fazer parte da rotina das crianças e, no local, é importante haver um profissional capaz de orientar os alunos e estimular a leitura de obras adequadas.

Os livros deles

Para as crianças, a possibilidade de levarem para a escola seus livros preferidos é um grande estímulo. Muitas escolas incentivam a prática, lendo em sala os livros dos alunos. Isso fará com que eles com compartilhem com os amigos e, quem sabem, emprestem um para o outro.

Pais como parceiros

As escolas devem chamar os pais como aliados no estímulo à leitura. Podem ser indicações em conversas, via internet ou em reuniões. Ou colocar livros à disposição na escola e convidar os pais a conhecer o acervo.

Visita de autores

Encontros com autores são positivos para as crianças adquirirem maior intimidade com seus livros, histórias e personagens e perceberem que criar histórias é inclusive uma profissão. Mas a escolha precisa ser bem cuidada: de preferência, a escolha deve partir – ou pelo menos ser muito bem aprovada – pelas crianças. Nada de fazer as crianças conhecerem o autor indicado somente porque ele vai lá. O bacana é oferecer, ver o que agrada e contatar as editoras.

Professores leitores e atualizados

Para atuar na formação de novos leitores, ninguém melhor do que professores leitores.

Leituras obrigatórias

As leituras obrigatórias parecem ser um recurso inevitável, já que as crianças precisam vivenciar determinadas experiências literárias ao longo da vida escolar. A escola deve procurar, no entanto, fazer dessas leituras algo prazeroso para a criança. A leitura obrigatória pode ser um bom instrumento pedagógico, permitindo que as crianças apresentem seus pontos de vista, diferentes interpretações e opiniões.  Quando for hora de apresentar os clássicos da literatura brasileira e mundial, o empenho em “conquistar” este novo leitor deve continuar.


Nada de mensagens obrigatórias

Livro não tem uma única interpretação, uma mensagem absoluta, muito menos obrigatória de a criança encontrar, ler nas entrelinhas. “Mais do que apreender o conteúdo de uma história, um poema ou uma ilustração, a criança deve se apropriar das estratégias de aproximação com os textos e com a literatura”, diz Peter O’ Sagae, leitor crítico e editor do site Dobras da Leitura.

Fonte: Revista Crescer

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A escola e o prazer de ler, um encontro possível?

Quando pensamos em Leitura prazerosa, imediatamente relacionamos com a leitura em casa, numa poltrona, num momento de relaxamento, pensamos num livro que gostamos, ou um que queremos muito ler. pensamos no silêncio de uma biblioteca, no suspense , na curiosidade de descobrir o que vai acontecer no fim, na leitura sem tempo definido, por horas a fio, no jardim, na praia, numa viagem, na hora de dormir, ou quando nem conseguimos dormir até ler aquele capíttulo. e mais aquele, e mais aquele até o fim!!!

Mas, por que não associamos a leitura prazeroza à prática de leitura na escola?

A leitura na sala de aula costuma vir carregada de obrigações e conteúdo, nunca com a leitura pela leitura. Ao invés de despertar o prazer pela leitura, desperta o terror que é ler um livro por obrigação

Somos totalmente a favor da leitura em sala de aula, em biblioteca, sentada na calçada, no pátio, em qualquer lugar! O momento da leitura é um momento especial, acalma, relaxa... É um momento da afetividade, de aproximação, de magia! Uma oportunidade que o professor pode criar não só para ensinar seus alunos a ouvir como também para escutá-los. E é importante que o professor seja um leitor apaixonado, para transmitir essa paixão  aos alunos.

 Vamos agora fazer outro exercício. Tente pensar na leitura que você faz ou fazia na escola. O que você lembra?

Nós lembramos de:

"Vamos aproveitar esse tempinho (10 minutos) antes de acabar a aula para ler um livro. há que pena !!! a aula acabou,amanhã eu termino..."

"Agora é a hora da leitura, vocês têm meia hora ara escolher, ler o livro e escrever uma redação sobre o que o livro aborda!"

"Eu vou distribuir os livros para não haver briga!" (Eu nunca pegava o que eu queria :( )

 "Não, eu não vou dar o livro novo, vocês podem rasgar, deixa que eu conto a história."

"Leiam o livro e repondam essas dez questões de interpretação de texto."


Na sala de leitura:

"Todo mundo senta que eu vou escolher o livro para cada um! "

"Não esse livro não é para a sua idade, toma esse aqui!"

" Menina larga esse gibi, escolha um livro de verdade. "

"Toda vez que a gente vem você escolhe o mesmo livro , me dá,  leia esse aqui que é muito bom também! "

No ensino médio:

"Vocês têm que ler para a prova:  Marília de Dirceu e cartas chilenas, A moreninha, Lucíola, Senhora, Dom Casmurro e os Sertões,  afinal vocês têm que estar preparados ara o vestibular!!! " =O


 A gente não quer dizer que todas as experiências de leitura na escola são/foram ruins, Existem muita experiências que deram certo e continuam dando no que se refere a valorizar o gosto e o prazer de ler, mas, no próximo post a gente conta!